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Por Renata Rodrigues



Foto: Freepik

A moda, além de seu papel estético, desempenha um papel significativo como diferenciador social, refletindo as nuances de classes e grupos sociais. Este fenômeno, intrinsecamente ligado aos estudos de sociologia, costumes e história, destacam-se como uma das mais poderosas formas de expressão humana. Não é apenas o que vestimos, mas como escolhemos vestir, que nos permite revelar nossa identidade sem emitir uma única palavra. Nesse cenário de constante evolução e movido por tendências, a moda se torna uma janela para observar as transformações nos tempos, na sociedade e nas relações sociais, evidenciando as complexidades das diferenças sociais.


No contexto brasileiro, país abraçado por uma riqueza de referências e costumes culturais, a moda não escapa da influência das diversas culturas que contribuíram para a formação da identidade nacional durante o período de colonização. As pessoas escravizadas, trazidas para estas terras, deixaram uma marca indelével em nossos hábitos, costumes, alimentação e, é claro, na moda, cujas referências perduram até os dias de hoje. Este convite à reflexão nos leva a explorar as tendências que carregam consigo vestígios da cultura africana, uma narrativa muitas vezes sutil e menos documentada, mas ainda profundamente presente.


A moda, mais do que um simples adorno, é um registro vivo das experiências humanas, uma expressão multifacetada moldada por identidades e tendências em constante metamorfose. Em solo brasileiro, essa evolução é entrelaçada às nuances da colonização e, notadamente, à influência das culturas africanas trazidas pelos indivíduos escravizados. Embora a documentação dessa época seja escassa, as imagens e vestígios remanescentes são pistas reveladoras de uma herança que ecoa até os dias atuais.

Desde os tempos coloniais, serviu como mediadora de narrativas sociais, sendo os tecidos e cortes testemunhas silenciosas das vivências afro-brasileiras. Os padrões vibrantes, as amarrações estratégicas e a riqueza estética carregam consigo o legado da diáspora africana, traçando um caminho subtil na construção do guarda-roupa nacional.


O Brasil, caldeirão cultural, absorveu e reinterpretou as influências africanas, refletindo nas escolhas cromáticas que adornam nossas vestimentas. Do vibrante amarelo-ouro aos tons terrosos, as nuances da cultura afro reverberam nas paletas que desfilam pelas ruas, resgatando memórias e contando histórias de resistência e celebração.

Além do visual, a moda afro-brasileira é um símbolo de empoderamento. Marcas e estilistas contemporâneos têm resgatado tradições e promovido a inclusão, evidenciando a riqueza cultural que molda nossa identidade. O turbante, por exemplo, transcendeu a mera peça de vestuário, tornando-se um emblema de resistência e afirmação da beleza negra.


A rica cultura africana é um festim de cores vibrantes, estampas cativantes e produtos meticulosamente feitos à mão, elementos que encontram eco em nossa moda. Entretanto, você já parou para desvendar as tendências que transcendem essas referências visíveis, mas que ainda carregam a influência marcante da cultura africana? Acompanhe-me nesta jornada, pois vou revelar algumas dessas tendências que permeiam nosso país, muitas vezes passando despercebidas em meio ao nosso cotidiano estiloso:


1. Algodão Branco: Tradição Tecida pela História

Nos tempos da escravidão, a comunidade negra não apenas produzia suas próprias vestimentas, mas influenciava o vestuário dos colonizadores. O algodão grosso, sem tingimento, era o material acessível, impulsionando a produção em massa. Hoje, a camiseta branca e calça de linho, herança dessa época, tornou-se um look amplamente adotado na cultura brasileira e global.


2. Miçangas: Adornos com História e Significado

Na cultura africana, as miçangas são símbolos de beleza, riqueza e proteção. Na religião umbandista brasileira, originária no país, as miçangas são usadas como amuletos de proteção. Desde 2019, essa tendência de acessórios cresce no mercado brasileiro, incluindo chokers de búzios que, em 2016, tomaram conta do verão brasileiro. Surpreendentemente, essa moda tem suas raízes na cultura africana.


3. Renda Branca em Festas: Entre o Sagrado e o Profano

O hábito de usar renda branca em eventos tem raízes na cultura afro-brasileira. Mulheres brasileiras, ligadas as religiões de matriz africana usam vestidos de renda branca para repelir energias negativas em dias de trabalho espiritual. Hoje, essa tradição evoluiu para o uso de roupas de renda branca em celebrações festivas, marcando uma distinção entre o sagrado e o profano.


4. Estampas: Cores e Formas que Contam Histórias

A cultura africana é rica em cores e estampas que simbolizam identidade e prosperidade. Essa prática, adaptada à moda afro-brasileira, incorpora cores vibrantes e estampas geométricas, revelando a influência marcante da África em nosso clima tropical. Esta tendência representa uma fusão cultural que enriquece o cenário da moda brasileira.

Entender a moda vai além de seguir tendências; é mergulhar na história, referências e valorizar as influências culturais. A moda afro-brasileira, embora forte, ainda carece de destaque nas coleções de estilistas e reconhecimento de talentos negros no mercado. É fundamental que busquemos e celebremos nossas raízes, promovendo a força e o reconhecimento internacional da cultura brasileira.

Por Renata Rodrigues


Imagem: Marcela Vigulino

Este movimento tem causado um grande impacto na vida da comunidade negra nos Estados Unidos, buscando unir as pessoas em busca de igualdade e inclusão social, após décadas de racismo, desigualdade social e brutalidade policial. A luta contra a discriminação racial foi impulsionada por diversos eventos marcantes.

O Black Lives Matter (BLM), que se traduz como "Vidas Negras Importam" ou "Vidas Negras Contam", é um movimento ativista que teve início nos Estados Unidos e se disseminou globalmente. De acordo com seus membros, ele surge como uma resposta a um ataque deliberado às vidas negras.


O principal objetivo desse movimento social é combater a discriminação, a desigualdade racial e a brutalidade policial. Atualmente, suas maiores manifestações ocorrem em resposta às mortes de afro-americanos nas mãos de policiais brancos.

O BLM opera de maneira não hierárquica e sem uma estrutura formal, assemelhando-se a uma rede descentralizada.


No site oficial do movimento, encontramos a seguinte declaração:

"Black Lives Matter é uma intervenção política e ideológica em um mundo onde vidas negras são sistematicamente e intencionalmente apagadas."


No entanto, para compreender plenamente esse movimento, é fundamental considerar a história dos afro-americanos e as lutas que enfrentaram ao longo do tempo.


Qual é o contexto que envolve a segregação racial nos Estados Unidos?

A ideia de abolir a escravidão estava presente nos primeiros rascunhos da Constituição Americana, mas foi removida devido à influência das colônias do sul. Menos de um século após a Independência, os estados do sul buscaram se separar, pois o governo federal defendia a abolição da escravidão.


Em 1861, uma guerra civil eclodiu após a eleição de Abraham Lincoln, resultando na abolição da escravidão quatro anos depois. No entanto, a questão da segregação racial persistiu, especialmente nos estados do sul. Embora agora livres, os afro-americanos eram submetidos a leis que os separavam dos brancos.


Essa segregação racial era fundamentada em doutrinas jurídicas incorporadas à constituição dos Estados Unidos, justificando e legalizando a discriminação racial no país. Isso significava que os negros não podiam frequentar os mesmos lugares que os brancos. Até as décadas de 1930 e 1940, a segregação estava presente em escolas, filas, vagões de trem, banheiros públicos, restaurantes, bebedouros, hospitais, prisões, teatros, igrejas e até cemitérios. Havia até mesmo leis que negavam aos negros o direito de votar.


Essas leis que instituíam a segregação racial eram conhecidas como "Leis Jim Crow". Somente na década de 1950 houve tentativas de encerrar essas práticas discriminatórias, mas devido à forte resistência política, elas só foram efetivamente abolidas na década de 1960.


Com essa breve contextualização da história da segregação racial nos Estados Unidos, agora é fundamental entender os antecedentes desse movimento para compreendê-lo nos dias atuais.


Quais movimentos influenciaram o Black Lives Matter?

O BLM, foi moldado por uma série de movimentos e eventos que deixaram uma marca indelével na luta por justiça racial. O primeiro deles foi o movimento pelos direitos civis, que culminou na eliminação das leis raciais nos anos 1960. No entanto, o Sul dos Estados Unidos continuou a resistir, e neste cenário surgiram figuras emblemáticas como Martin Luther King Jr. e Malcolm X.


Esses líderes divergiam em relação aos meios a serem utilizados na busca pela igualdade, com Malcolm X sendo mais inclinado à aceitação de quaisquer métodos, inclusive a violência, enquanto Martin Luther King Jr. advogava pela desobediência civil e rejeitava a violência.


Outro grupo notável foi o Black Panthers, criado por estudantes universitários com inclinações marxistas. Uma das demandas centrais desse movimento era a libertação de todos os prisioneiros negros. Apesar de ter se estendido para 68 cidades com milhares de membros, os Panteras Negras acabaram por declinar devido a prisões, atividades criminosas como tráfico de drogas, extorsão e conflitos internos, o que levou à sua extinção.

Essa época também foi marcada por movimentos marxistas, guerrilhas e o ressurgimento da revolução sexual em todo o mundo.


Além dessas influências, as principais organizadoras do movimento BLM também apontam para outras fontes de inspiração, como o Movimento Black Power, o feminismo negro, a luta contra o apartheid, a causa LGBTQI+ e o movimento Occupy Wall Street.


No entanto, os manifestantes do BLM se destacam das gerações anteriores, que tinham fortes vínculos com a igreja e tradições de classe média. Os antigos grupos frequentemente eram liderados por figuras carismáticas, enquanto os grupos contemporâneos do BLM adotam um modelo de liderança mais centrado no coletivo.


O BLM também se diferencia ao abranger a causa não apenas dos negros, mas também de negros homossexuais, transgêneros, pessoas com deficiência, imigrantes indocumentados e aqueles com antecedentes criminais.

Compreender as semelhanças e diferenças entre esses grupos é essencial para aprofundar nosso entendimento da história em evolução que se desenrola atualmente.

Como se iniciou o Black Lives Matter?


O ano de 2020 será lembrado por muitos eventos históricos, e um deles é a ascensão do movimento "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam), que transcendeu as fronteiras dos Estados Unidos para se tornar uma voz global na luta contra a injustiça racial e a brutalidade policial.


A ação se iniciou após a absolvição de George Zimmerman no dia 13 de julho de 2013, pela morte de Trayvon Martin, o movimento começou com a hashtag #BlackLivesMatter.

  • Alicia Garza, diretora da National Domestic Workers Alliance (Aliança Nacional de Trabalhadoras Domésticas);

  • Patrisse Cullors, diretora da Coalition to End Sheriff Violence in Los Angeles (Coligação contra a violência policial em Los Angeles);

  • Opal Tometi, ativista pelos direitos dos imigrantes.


Elas cruzaram seus caminhos na Organização Negra para Liderança e Dignidade (BOLD), uma instituição dedicada ao treinamento de líderes comunitários. Enraizada em uma perspectiva de pensamento marxista, sua missão principal é canalizar causas sociais em fontes propulsoras de modificações políticas.


A BOLD foi estabelecida com o propósito de oferecer programas abrangentes de treinamento, orientação e suporte técnico, visando a realização de mudanças progressistas. Seu objetivo é alinhado com a agenda da esquerda política, buscando promover um impacto positivo na sociedade por meio do fortalecimento de lideranças comunitárias.


As três mulheres pensaram como motivar a valorização das vidas negras, por causa da absolvição de Zimmerman. Alicia Garza deu o pontapé inicial para a campanha com um post no Facebook intitulado "Um bilhete de amor para os negros", no qual declarou: "Nossa vida é importante, a vida negra." Foi nesse momento que Patrisse Cullors respondeu com a hashtag #BlackLivesMatter, e Opal Tometi apoiou a iniciativa. Assim, a campanha ganhou vida nas redes sociais.

No entanto, o movimento de nacionalização do Black Lives Matter (BLM) teve início em 2014, quando uma série de manifestações de rua ganhou força. Essas manifestações foram desencadeadas pela trágica morte de dois jovens negros: O homicídio de Michael Brown, de 18 anos, ocorreu em 9 de agosto de 2014 na cidade de Ferguson, na periferia de St. Louis, Missouri, Estados Unidos. Brown, um jovem negro, morreu após ser alvejado pelo oficial da polícia municipal Darren Wilson.


Em 17 de julho de 2014, Eric Garner perdeu a vida em Staten Island, Nova Iorque, quando um oficial do Departamento de Polícia de Nova Iorque (NYPD) o submeteu a uma ação que posteriormente seria descrita como um estrangulamento, mantendo-o contido por um período de aproximadamente 15 a 19 segundos.


Essas duas mortes desencadearam o surgimento das manifestações do BLM em todo o país. Em Ferguson, o primeiro protesto do BLM reuniu mais de 500 membros em um evento chamado "Passeio pela Liberdade das Vidas Negras". O movimento cresceu exponencialmente, expandindo-se para o campus universitários e, eventualmente, alcançando outros países, como Brasil, África do Sul e Austrália, em 2016. As ações de protesto ocorreram tanto nas ruas quanto nas redes sociais.


Os ativistas do BLM argumentam que os Estados Unidos possuem um sistema político, social e econômico permeado pelo racismo estrutural, e que a cultura desempenha um papel significativo nos assassinatos de pessoas negras por supremacistas brancos.

O que começou como uma campanha online rapidamente evoluiu para uma organização política. Por exemplo, a Black Lives Matter Global Network arrecadou mais de seis milhões de dólares em recursos para apoiar sua causa.


Grandes corporações e celebridades também aderiram à hashtag #BlackLivesMatter e se manifestaram em apoio aos protestos. Tivemos muitos artistas importantes apoiando a causa.

O movimento "Black Lives Matter" começou como uma resposta à injustiça racial nos Estados Unidos, mas sua mensagem e impacto se espalharam pelo mundo, transformando-o em uma força global na luta por igualdade, justiça e dignidade para as vidas negras. Sua trajetória, da hashtag à organização política, destaca o poder das redes sociais e a capacidade de mobilização em massa em busca de mudanças sociais significativas. O BLM continua a ser um catalisador fundamental na discussão sobre questões raciais em todo o mundo.


O Impacto de 'Vidas Negras Importam' na consciência dos Brasileiros diante da violência racial


Foi necessária uma onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos para despertar uma parte da sociedade branca que anteriormente ignorava a violência policial, se acostumava a banalizar o genocídio de jovens negros nas favelas e demonstrava complacência em relação à falta de representatividade em posições de destaque no Brasil.


Muitos aderiram à versão brasileira do movimento 'Black Lives Matter' (Vidas Negras Importam), usando hashtags como #blackouttuesday nas redes sociais. No entanto, apesar das campanhas pontuais, o compromisso contínuo com a causa antirracista ainda é predominantemente liderado pelas vozes do movimento negro.


Acredita-se que ainda haja uma carência significativa de empatia em relação às mortes de pessoas negras por parte daqueles que estão distantes dessa realidade no Brasil. Frequentemente, observa-se que há protestos liderados por familiares, vizinhos das comunidades e ativistas do movimento negro, enquanto a participação e solidariedade da comunidade branca nessas manifestações é limitada, assim como a utilização de seus espaços privilegiados para efetuar mudanças.


O ativismo digital desempenha um papel importante, no entanto, é essencial que se manifestem de maneira mais enérgica em suas áreas de influência, como cobrando das instituições jurídicas um controle efetivo sobre a polícia e incentivando a imprensa a cobrir as mortes de pessoas negras de maneira contínua, não apenas quando ocorrem manifestações. Isso reflete o verdadeiro compromisso em assegurar que as vidas negras sejam genuinamente valorizadas.


Atualizado: 25 de nov. de 2023


Por Renata Rodrigues


Foto: Renata Rodrigues

Quem não folheou com curiosidade as páginas gastas e sujas do livro de receitas da avó? Para muitas pessoas, estes preciosos registos culinários são verdadeiros tesouros, colocados na cozinha, entre livros de receitas, ou mesmo num lugar de destaque na decoração de interiores. Estas notas são mais do que um compêndio de técnicas culinárias, são testemunhas silenciosas da história de uma família.


Cada página, cuidadosamente incrustada com caligrafia familiar, revela não só a receita do prato, mas também os gostos e preferências de gerações. Ingredientes borrados e anotações nas margens contam histórias de experiências na cozinha, momentos compartilhados à mesa e receitas que evoluíram ao longo do tempo.


Hoje mergulhamos nas tradições culinárias da família Edileusa Costa, uma mulher de 52 anos, mãe dedicada de cinco filhos e orgulhosa avó de sete netos. Dona Edileusa personifica a alegria que irradia ao transmitir receitas de pães naturais, tradição que perdura nas fazendas mineiras há gerações. O pão fofinho que Dona Edileusa faz todas as manhãs é mais do que uma delícia. Eles se tornaram um símbolo amoroso das viagens em família. Quando os parentes vinham visitá-los, degustavam essas delícias no café da manhã, dando início a uma tradição que era mais do que uma refeição.


Com sua generosidade e amor pela culinária, Donna Edileusa compartilha suas receitas com a nora e os netos, em vez de guardá-las como tesouros especiais. Momentos como este, de convivência em torno do fogão a lenha, não só garantem a continuidade das tradições, mas também fortalecem os laços familiares. Enquanto amassam a massa e esperam o pão assar, criam memórias duradouras de amor e alegria. Para Dona Edileusa, a cozinha não é apenas um local para preparar refeições, mas também um local para compartilhar histórias, risadas e amor. Esta receita é mais do que apenas uma lista de ingredientes.


É um legado vivo, uma história que se desenrola cada vez que uma família se reúne à mesa do café da manhã e saboreia não apenas o delicioso pão, mas o calor humano que permeia cada mordida. Então, como ela encontrou essas receitas? Aos 18 anos e já casada, Dona Edileusa ficou feliz ao descobrir a receita do pão integral, que se tornou parte essencial de sua vida. Essa descoberta veio através de seu envolvimento na Igreja Adventista, onde comia com frequência. Nesta comunidade, mulheres experientes desempenharam um papel importante, ajudando as jovens a preparar bolos deliciosos e pão integral.


Ao longo de 33 anos, Dona Edileusa dedicou-se a aprimorar suas habilidades na arte de fazer pão integral, transformando essa prática em uma verdadeira tradição em sua vida. Ela relembra com carinho o início desse aprendizado, destacando a importância de mulheres mais experientes compartilharem seus conhecimentos com as recém-chegadas. Essa troca de experiências não apenas envolvia a transmissão de receitas, mas também o cultivo de um espírito comunitário e solidário.


Para Dona Edileusa, aprender a fazer essas receitas leves e saudáveis foi uma jornada repleta de desafios, mas cada obstáculo superado tornou a experiência ainda mais gratificante. Aprendeu não apenas a manipular ingredientes, mas a compreender a importância de escolhas alimentares que beneficiam não só o corpo, mas também o bem-estar geral.


Hoje, ao retirar um pão integral dourado e perfumado do forno, Dona Edileusa sente um orgulho genuíno pela perseverança e dedicação ao longo dos anos. Essa prática culinária tornou-se não apenas uma habilidade adquirida, mas uma expressão de amor e cuidado consigo mesma e com aqueles que compartilham sua mesa. Para ela, cada fatia de pão integral é mais do que um alimento saudável; é um símbolo duradouro de uma jornada marcada pela aprendizagem, comunidade e, acima de tudo, pelo prazer de criar algo significativo a partir das experiências compartilhadas.



Foto: Renata Rodrigues

Receita para 2 quilos de pão integral

  • 1 quilo e meio de farinha de trigo

  • Meio quilo de farinha de trigo integral

  • 1 xícara de fibra de trigo ou farelo

  • 1 xícara de farelo de aveia

  • 100 gramas de linhaça dourada

  • 100 gramas de semente de girassol descascado

  • 50 gramas de gergelim

  • 2 colheres de chá de sal

  • 16 colheres de sopa de açúcar mascavo ou demerara

  • 250 ml de óleo

  • 3 xícaras de água morna

  • 60 gramas de fermento para pão



Modo de Preparo:

  • Em uma bacia espaçosa, adicione todos os ingredientes: farinha de trigo, farinha de trigo integral, fibra de trigo ou farelo, farelo de aveia, linhaça dourada, semente de girassol descascado, gergelim, sal, açúcar mascavo ou demerara, óleo e fermento para pão.

  • Despeje a água morna em temperatura ambiente, inclinando mais para o lado frio, sobre os ingredientes na bacia.

  • Comece a misturar os ingredientes gradualmente, assegurando-se de incorporar todos os elementos de maneira uniforme. Utilize as mãos ou uma colher grande para facilitar o processo.

  • Continue misturando até obter uma massa homogênea e consistente. Certifique-se de que não haja bolsões de ingredientes secos não misturados.

  • Amasse a massa na bacia por alguns minutos, garantindo uma distribuição uniforme de todos os componentes.


Agora, a sua massa está pronta para ser moldada e assada de acordo com as instruções da sua receita específica. Aproveite o processo de preparo e, depois, desfrute do pão fresquinho!


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